• Frente Fria e Canal de Umidade

    Frente Fria e Canal de Umidade

    Na tarde desta sexta-feira, uma frente fria que atua na faixa litorânea de São Paulo e do Rio de Janeiro, favorece o alinhamento de um canal de umidade entre o Centro-Oeste e o Sudeste do Brasil. Devido a elevada umidade do ar, áreas de instabilidades formadas ao longo deste canal, favorecerão à chuvas localmente intensas e acumulados significativos, que poderão gerar transtornos a sociedade.

    A baixa pressão associada a frente fria, provocará uma pista de ventos intensos em direção a faixa litorânea de Santa Catarina, Paraná, São Paulo e Rio de Janeiro. Esta pista de ventos, favorecerá ao aumento das ondas nessas localidades, que serão atingidas pelo mar agitado com ressaca, principalmente em áreas vulneráveis ao mar aberto.

    Para consultar os avisos de mar grosso e ressaca acesse:
    https:// www.marinha.mil.br/chm/ dados-do-smm-avisos-de-mau- tempo/avisos-de-mau-tempo

    Acompanhe a atualização dos avisos meteorológicos vigentes em: http:// tempo.cptec.inpe.br/avisos/

    Para uma previsão detalhada para a sua cidade acesse: http:// tempo.cptec.inpe.br/

     
  • Previsão de acumulados de chuva para áreas de SP

    Neste domingo (10/03) ocorrerão chuvas localmente fortes que poderão vir acompanhadas de descargas elétricas, rajadas de vento e acumulados pontuais de chuva a partir da tarde em áreas de SP, com destaque para o litoral,  o cone leste (incluindo a capital e o Vale do Paraíba), proximidades da Serra da Mantiqueira e o sul do estado. Vale ressaltar que na faixa litorâneas, as chuvas ocorrerão a qualquer hora do dia.

    Abaixo, a previsão de acumulados de chuva em 24h pelo modelo global BAM do CPTEC/INPE.

    Para detalhes da previsão de tempo para a sua cidade ou região, bem como os avisos meteorológicos vigente, favor acessar a página do CPTEC no link http://tempo.cptec.inpe.br/

  • Reestruturação de Modelos Numéricos de Tempo

    Devido a reestruturação na rotina das operações executadas no supercomputador Tupã do CPTEC, alguns Modelos Numéricos de Previsão de Tempo foram descontinuados ou modificados (no modo operacional), conforme segue:

    Os modelos regionais determinísticos passam a produzir previsões para até três dias (72 horas de previsão). São eles:
      - BRAMS 5 km
      - Eta América do Sul 15 km

    Foram descontinuados os seguintes modelos:
      - Eta América do Sul Intrasazonal 40 km
      - Eta Ensemble 5 km

    Em breve o Modelo Global Atmosférico (BAM) disponibilizará previsões para até 11 dias e o modelo regional Eta América do Sul 15 Km será substituído pela versão com maior resolução espacial, com 5km de grade para 3 dias de previsão.
    Informamos, ademais, que todos os modelos, não listados como operacionais, irão continuar em modo de Pesquisa, não sendo descontinuados. Neste caso, os Pesquisadores responsáveis por aqueles modelos deverão fazer suas rodadas e disponibilizar resultados aos seus usuários de pesquisa.

    Atenciosamente,

    Divisão de Operações e Divisão de Modelagem e Desenvolvimento - CPTEC
  • CPTEC/INPE investiga potencial de previsão do início da estação chuvosa em SP

    Pesquisadores da Divisão de Operações, do Centro de Previsão de Tempo e Estudos Climáticos (CPTEC), do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE), publicaram trabalho científico investigando o potencial da previsão do início da estação chuvosa em São Paulo.


    O trabalho publicado na versão online da revista International Journal of Climatology  apresenta três procedimentos de previsão probabilística para o início da estação chuvosa em São Paulo. O primeiro procedimento empregou um modelo empírico, baseado em dados históricos de chuva da estação meteorológica do IAG/USP, localizada na cidade de São Paulo, e de temperatura da superfície do mar. O segundo utilizou previsões de chuva de um modelo dinâmico global de previsão climática sazonal. O terceiro procedimento aplicou a combinação das previsões geradas pelos modelos empírico e dinâmico. Os resultados obtidos são encorajadores, indicando a viabilidade da produção de previsões da probabilidade do início da estação chuvosa ocorrer mais tarde do que a data climatológica (entre meados de outubro e o início de novembro), quanto tipicamente é observado o início da estação chuvosa em São Paulo.

    Durante o desenvolvimento do trabalho foi estudada a relação entre a chuva do período de setembro a novembro (que abrange o período quando a estação chuvosa tem seu início em São Paulo) e a temperatura da superfície do mar do mês de julho antecedente. O resultado desse estudo revelou consistência entre o aumento da temperatura da superfície do mar no Pacífico equatorial leste (na região conhecida como Niño-3) e o aumento das chuvas em São Paulo, assim como entre a diminuição da temperatura do oceano nessa mesma região e a diminuição das chuvas em São Paulo. Este resultado sugere que os mesmos sinais de anomalias de chuva geralmente observados na região sul do Brasil durante a manifestação de eventos de aquecimento (El Niño) e resfriamento (La Niña) no Pacífico equatorial também podem ser observados na porção sul da região sudeste do Brasil onde a cidade de São Paulo esta localizada. As análises revelaram ainda que os eventos de El Niño não somente tendem a aumentar as chuvas em São Paulo, mas também podem contribuir para adiantar o início da estação chuvosa, enquanto que os eventos de La Niña não somente tendem a diminuir as chuvas em São Paulo, mas também podem contribuir para atrasar o início da estação chuvosa.

    O trabalho foi realizado em colaboração com a Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (EMBRAPA) e o centro de previsão climática do Reino Unido (UK Met Office) e pode ser acessado por assinantes da revista no seguinte endereço:

    Exploring the feasibility of empirical, dynamical and combined probabilistic rainy season onset forecasts for São Paulo, Brazil

    Autores: Caio A. S. Coelho, Mári A. F. Firpo, Aline H. N. Maia, Craig MacLachlan

    http://onlinelibrary.wiley.com/doi/10.1002/joc.5010/abstract

     Pesquisadores da Divisão de Operações, do Centro de Previsão de Tempo e Estudos Climáticos (CPTEC), do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE), publicaram trabalho científico investigando o potencial da previsão do início da estação chuvosa em São Paulo.

    O trabalho publicado na versão online da revista International Journal of Climatology apresenta três procedimentos de previsão probabilística para o início da estação chuvosa em São Paulo. O primeiro procedimento empregou um modelo empírico, baseado em dados históricos de chuva da estação meteorológica do IAG/USP, localizada na cidade de São Paulo, e de temperatura da superfície do mar. O segundo utilizou previsões de chuva de um modelo dinâmico global de previsão climática sazonal. O terceiro procedimento aplicou a combinação das previsões geradas pelos modelos empírico e dinâmico. Os resultados obtidos são encorajadores, indicando a viabilidade da produção de previsões da probabilidade do início da estação chuvosa ocorrer mais tarde do que a data climatológica (entre meados de outubro e o início de novembro), quanto tipicamente é observado o início da estação chuvosa em São Paulo.

    Durante o desenvolvimento do trabalho foi estudada a relação entre a chuva do período de setembro a novembro (que abrange o período quando a estação chuvosa tem seu início em São Paulo) e a temperatura da superfície do mar do mês de julho antecedente. O resultado desse estudo revelou consistência entre o aumento da temperatura da superfície do mar no Pacífico equatorial leste (na região conhecida como Niño-3) e o aumento das chuvas em São Paulo, assim como entre a diminuição da temperatura do oceano nessa mesma região e a diminuição das chuvas em São Paulo. Este resultado sugere que os mesmos sinais de anomalias de chuva geralmente observados na região sul do Brasil durante a manifestação de eventos de aquecimento (El Niño) e resfriamento (La Niña) no Pacífico equatorial também podem ser observados na porção sul da região sudeste do Brasil onde a cidade de São Paulo esta localizada. As análises revelaram ainda que os eventos de El Niño não somente tendem a aumentar as chuvas em São Paulo, mas também podem contribuir para adiantar o início da estação chuvosa, enquanto que os eventos de La Niña não somente tendem a diminuir as chuvas em São Paulo, mas também podem contribuir para atrasar o início da estação chuvosa.

    O trabalho foi realizado em colaboração com a Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (EMBRAPA) e o centro de previsão climática do Reino Unido (UK Met Office) e pode ser acessado por assinantes da revista no seguinte endereço:

    Exploring the feasibility of empirical, dynamical and combined probabilistic rainy season onset forecasts for São Paulo, Brazil
    Autores: Caio A. S. Coelho, Mári A. F. Firpo, Aline H. N. Maia, Craig MacLachlan
    http://onlinelibrary.wiley.com/doi/10.1002/joc.5010/abstract

  • Acumulados significativos de chuva e transtornos no leste do NE

    A atuação de um sistema meteorológico conhecido como Distúrbio Ondulatório de Leste, vem favorecendo a presença de ventos úmidos do oceano, que contribui com maior umidade e reforça as áreas de instabilidade, resultando em acumulados significativos de chuva na faixa leste do Nordeste do Brasil. Em João Pessoa, capital da Paraíba, o volume de chuva aferido entre 18 horas da quarta-feira (27/06) e 6 horas da manhã da quinta-feira (28/06) foi de 136 mm, correspondendo a 39,3% da média climatológica de chuvas para o mês de junho que é de 346,1 mm (Inmet). Em 24 horas (até ás 9 horas da quinta-feira) o volume de chuva nesta localidade era de 151,6 mm (44% da média climatológica para o mês de junho). Vale ressaltar que o CPTEC/INPE já havia indicado em seus avisos meteorológicos chuva intensa com acumulados significativos de chuva em parte do leste do NE.

    Este elevado volume de chuva em João Pessoa provocou inúmeros pontos de alagamento e deslizamentos, segundo informações das autoridades locais publicadas no portal de notícias (Fonte: http://g1.globo.com/paraiba/noticia/2012/06/por-conta-das-chuvas-na-pb-barreira-desliza-e-interdita-trecho-da-br-230.html).

    Em 28 dias a chuva acumulada em João Pessoa soma mais de 441,6 mm (valor que está 28% acima da média normal de chuvas para o mês de junho que é de 346,1 mm), sendo os maiores volumes de chuva aferidos nos dias 07 (131 mm), 19 (52 mm), 20 (111 mm) e 28 (151,6 mm). Ainda na Paraíba, na localidade de Areia, a chuva acumulada na quinta-feira foi de 97,4 mm (48% da média normal de chuvas que é de quase 205 mm para o mês de junho). Em Campina Grande, a chuva acumulada, no mesmo período foi de 73,4 mm ou 65% da média histórica de chuvas que neste mês é de 112,7 mm. Já em Recife, a chuva acumulada em 24 horas (até a quinta-feira), segundo medição do Inmet soma 59 mm ou 15,6% da média de chuvas para junho que é de 377,9 mm, situação que de acordo com (Fonte: deolhonotempo) com informações da Defesa Civil ocasionou em desabamento na localidade de São Lourenço da Mata, na Região Metropolitana de Recife.

    No litoral e leste da Bahia, os ventos úmidos do oceano também vêm provocando acumulados de chuva, a exemplo da localidade de Maraú, aonde a chuva aferida pelo Inmet entre a segunda-feira (25/06) e 8 horas da manhã desta sexta-feira (29/06) soma 128,4 mm (71,3% da chuva esperada para todo mês de junho), sendo 48,6 mm (27,3% da média climatológica de chuvas para o mês de junho que é de 243,7 mm) acumulados entre 0 hora e 8 horas da manhã desta sexta-feira. Em Cruz das Almas, na Região Metropolitana de Salvador, a chuva acumulada entre a terça-feira (26/06) e manhã desta sexta-feira (29/06) soma 73,8 mm ou 50% da média normal de chuvas para o mês de junho que é de quase 148 mm. Na capital Salvador, a chuva aferida na quinta-feira foi de 37,4 mm ou 15,3% da média histórica de chuvas para o mês de junho que é de 243,7 mm.

    Nesta sexta-feira (29/06) a chuva provocada por Distúrbio Ondulatório de Leste (DOL) atingirá o RN, incluindo áreas de divisa deste Estado com a PB. A chuva terá períodos com intensidade mais forte e poderá causar acumulados significativos em algumas localidades. O grupo de previsão de tempo do CPTEC/INPE chama a atenção também para o nordeste do CE e litoral deste Estado, pois, a partir da tarde a chuva atingirá estas áreas. Ainda neste dia, choverá, por períodos de forma mais intensa, no litoral sul da BA e microrregião cacaueira.

    Em função da alta variabilidade da previsão de tempo para este tipo de sistema (DOL), o CPTEC recomenda acompanhar as constantes atualizações deste aviso meteorológico.

    A intensidade e a localização mais precisas destas chuvas poderão ser previstas apenas mediante a utilização de radares meteorológicos.
















  • Chuva intensa gera acumulados superiores a 200 mm no PR

    Na madrugada da terça-feira (19/06) áreas de instabilidade favorecidas pela presença do sistema frontal estacionário sobre a Região Sul combinada com a intensa perturbação nos níveis mais elevados da atmosfera contribuíram para acumulados significativos de chuva no MS e no extremo oeste do Estado de SP e do PR. Os acumulados de chuva nestas áreas superaram os 100 mm. No Norte do PR, a chuva aferida pelo SIMEPAR na cidade de Londrina na terça-feira (19/06) até às 23 horas chegou aos 220 mm (na madrugada desta quarta-feira foram mais 40 mm), valor que está 128% acima da média normal de chuvas para o mês de junho que é de 96,5 mm. Este elevado volume de chuva contribuiu para inúmeros pontos de alagamentos, incluindo bairros próximos do Lago Igapó que transbordou ainda na tarde de ontem (19/06), segundo publicado (Fonte: deolhonotempo.com.br). Este volume de chuva comparado à série climatológica (Inmet-1961-1990) mostra que se trata da maior chuva registrada nesta cidade para um mês de junho. Em Pitangueiras, o volume de chuva aferido entre a terça-feira (19/06) e 10 horas da manhã desta quarta-feira (20/06) soma 185,6 mm, valor que corresponde a 2,3 vezes a média normal de chuvas que para este mês é de quase 80 mm. Em Diamante do Norte, no extremo noroeste do PR, no mesmo período choveu 202,6 mm (quase 3 vezes a média histórica de chuvas para junho que é de quase 75 mm). Em Joaquim Távora, no norte do PR, a chuva acumulada foi de 178,4 mm ou 2,3 vezes a média normal de chuvas que fica em torno de 75 mm. Em Nova Fátima, no mesmo período choveu 196,4 mm, sendo 60 mm entre madrugada e 10 horas desta quarta-feira.

    No MS, a chuva acumulada entre a terça-feira e manhã desta quarta-feira (20/06) em Dourados foi de 156,6 mm (quase 2 vezes a média normal de chuvas para o mês de junho que é de 80 mm), deste total 52,8 mm entre 0 hora e 10 horas da manhã. Em Ivinhema, no sudoeste do Estado, a chuva acumulada entre ontem e hoje (10 horas) soma 200 mm, volume que está 203% acima da média climatológica que para junho é de 65,9 mm. Em Ponta Porã, no sudoeste do MS, a chuva acumulada em 24 horas, entre ontem e hoje foi de 152,6 mm, volume que comparado à climatologia do Inmet (1961-1990) é o maior para este período em 24 horas. Ainda de acordo com esta climatologia, o maior volume de chuva antes do observado nas últimas 24 horas, ocorreu em outubro de 1969 (145,4 mm). Em 20 dias choveu 320 mm nesta localidade, valor que representa 3,6 vezes a média normal de chuvas para o mês de junho que é de 88,1 mm. 

    No Estado de SP, os acumulados entre a terça-feira, madrugada e amanhecer desta quarta-feira também foram bastante significativos, com acumulado de 225,4 mm (264% acima da média histórica que para junho é de quase 62 mm) no Mirante do Paranapanema; 127,4 mm em Rancharia, sendo 78,6 mm entre 0 e 10 hora de hoje; 198,8 mm (101 mm entre 0 e 10 horas de hoje) em Ourinhos; 158,8 mm em Avaré; 84,6 mm (14,3% acima da média histórica de chuvas que é de 74 mm); 94,2 mm em São Miguel Arcanjo e 81,8 mm em Presidente Prudente. Na capital Paulista, a chuva acumulada nesta quarta-feira (até às 15 horas) era de 43,6 mm, correspondendo a 87% da média normal de chuvas para o mês de junho que é de 50,1 mm. No leste do Estado de SP, na região do Vale do Paraíba, os acumulados de chuva também foram significativos, com volume de 25 mm (85% da média histórica de chuvas que é de 29,3 mm), entre 0 hora e 14 horas, na cidade de Taubaté; e na Serra da Mantiqueira, a chuva aferida pelo Inmet no mesmo período foi de 37,8 mm (74% da média climatológica que para este mês é de 51,4 mm) em Campos do Jordão. Em Iguape, no litoral sul de SP, a chuva acumulada foi de 28 mm ou 56% da média. No extremo sul de MG, a chuva aferida no mesmo período, foi de 56 mm ou 23% acima da média normal de chuvas que no mês de junho fica em torno de 45 mm.  

    Nesta quarta-feira (20/06) um sistema frontal provocará chuva entre MS, SP e RJ. As chuvas poderão ser localmente fortes, com raios e ocasionais rajadas de vento, principalmente sobre o centro e sul de SP, onde a chuva será mais intensa. Pode chover de forma isolada entre o PR e o centro de SC. No litoral destes estados a previsão será de chuva.

     



  • Temperatura atinge 5ºC (negativos) na Serra Catarinense

    A incursão da forte massa de ar frio garantiu mais um dia de temperaturas baixas no Sul do país. O destaque de hoje ocorreu na cidade de Bom Jardim da Serra, que de acordo com o Centro de Informações de Recursos Ambientais e de Hidrometeorologia de Santa Catarina (CIRAM-EPAGRI), os termômetros chegaram a -5°C e a -4,6°C em Urupema. Em Urubici, a temperatura foi positiva (0,9°C), entretanto devido aos fortes ventos, a sensação térmica foi de -7°C.

    Em São Joaquim, a temperatura foi de -0,2ºC, sendo esta a menor do ano (até agora) nesta localidade. Já em Caçador e Xanxerê a mínima foi de 0,6°C, sendo a mínima mais baixa nesta última localidade. Em Curitibanos fez 1,3°C e em Joaçaba 2,5°C.

    No Rio Grande do Sul, as temperaturas forma negativas com -2,2°C em Quaraí; -2,1°C em Vacaria; -0,9°C em São José dos Ausentes e sensação térmica de -6°C; -0,8°C em São Gabriel e sensação térmica de -4°C e -0,5°C em Santa Rosa. Em outras localidades, as temperaturas não foram negativas, porém próximas a 0ºC, a exemplo de Alegrete (0,3°C), Bagé (0,7°C), Dom Pedrito (0,8°C). Em Passo Fundo, a mínima atingiu 1°C, em Bento Gonçalves 1,3°C (sensação de -5°C). Na capital Porto Alegre, os termômetros, segundo dados do aeroporto, nesta quarta-feira (06/06) atingiram 4,4°C e na terça-feira (05/06) 6,3°C.

    No Paraná destaque para as temperaturas registradas em General Carneiro e Clevelândia, com mínima de 2,5°C e 2,7°C, respectivamente.

    Na quinta-feira (07/06) o frio deverá se intensificar e a temperatura mínima será negativa com ocorrência de geada forte no RS, planalto sul, meio-oeste e vale do rio do peixe, no oeste e áreas do planalto norte de SC e também no sul do PR. Na região do planalto, serra do RS e no planalto sul de SC a mínima poderá ficar em torno de -4°C. A temperatura máxima não ultrapassará os 12°C no RS, SC e no sul e oeste do PR.

    Na sexta-feira (08/06) ainda haverá geada forte no RS, meio-oeste, vale do rio do peixe, planalto sul, oeste, alto vale do Itajaí e planalto norte de SC, no sul e parte da região central e oeste do PR e extremo sul do MS. Em alguns pontos principalmente do planalto e serra do RS e planalto sul de SC a temperatura mínima ficará em torno dos -3°C.











  • Temporais e ventos acima de 100 km/h no Sul do Brasil

    No sábado (02/06) intensas áreas de instabilidade provocaram temporais com muita atividade elétrica, rajadas de vento e granizo no extremo noroeste do Rio Grande do Sul, a exemplo do município de Tiradentes do Sul, na região de Três Passos, aonde vários pontos registraram chuva intensa e acompanhada por queda de granizo, situação esta que de acordo com as autoridades locais resultou no destelhamento de várias residências.

    No domingo (03/06) nuvens formadas pelo padrão de escoamento nos níveis mais elevados da atmosfera e pela atuação de uma frente fria entre o extremo norte do RS e o extremo sul de SC ao sul do Paraguai provocou chuva forte e intensas rajadas de vento nas áreas citadas. Além disso, este sistema provocou intensa atividade elétrica, como apresentado no campo de descargas elétricas acumuladas (Fonte dos dados ELAT).

    Com relação à chuva, a mesma foi de forte intensidade sobre o sul de SC, principalmente em algumas áreas que vinha sofrendo com meses de estiagem prolongada, o que não resolve esta situação de pouca chuva, mas ameniza um pouco. O volume de chuva aferido nas regiões de Timbé do Sul, Criciúma, Araranguá e Tubarão, por exemplo, foi superior aos 40 mm.

    Os ventos que atingiram o Estado de Santa Catarina, principalmente áreas de Serra, tiveram magnitude superior aos 100 km/h, como em Bom Jardim da Serra, aonde as rajadas chegaram a quase 115 km/h, na madrugada de domingo (entre 3 e 4 horas), segundo medição do Inmet. Em Novo Horizonte, no norte de SC, a chuva acumulada no período de 7 horas (entre 2 e 9 horas) de domingo, de acordo com o Inmet, foi de quase 50 mm (29% da média normal de chuvas para o mês de junho que é de 174 mm). Houve registro ainda de rajada máxima de vento de 61,2 km/h entre 3 e 4 horas. A chuva foi de forte intensidade também no meio-oeste e Vale do Itajaí, em Santa Catarina, além do litoral norte, área de Itapoá.

    No Paraná, na madrugada desta segunda-feira (04/06) áreas de instabilidade associadas ao referido sistema meteorológico que na carta das 06Z apresenta um ramo estacionário que atua entre a divisa da Argentina e Bolívia e Paraguai, e desde o sul do PR e estendendo-se pelo Atlântico encontra-se um ramo frio até ao redor do ciclone, com baixa pressão no valor de 978 hPa,  provocaram fortes pancadas de chuva com raios e até granizo. Os maiores volumes de chuva (até às 6 horas) foram reportados em Entre Rios com 40,2 mm; Foz do Areia com 35,8 mm; Guarapuava com 34,4 mm e Palmital com 32,2 mm. No domingo, um vendaval, com rajadas de até 80 km/h, atingiu o município de Pinhão, no centro do Paraná. De acordo com informações da Defesa Civil, mais de 50 casas ficaram parcialmente destelhadas pelas rajadas de vento e pela queda de árvores. A estação meteorológica do Sistema Meteorológico do Paraná (Simepar) na cidade aferiu precipitação de 73 mm (43,4% da média climatológica de chuvas para o mês de junho que é de aproximadamente 168 mm). E em 24 horas, entre 9 horas da manhã de domingo e 9 horas da manhã desta segunda-feira (04/06), segundo medições do Inmet, o volume de chuva em Castro foi de 69,4 mm ou 55% da média normal de chuvas para o mês de junho que é de 125,9 mm, e em Ivaí, no mesmo período a chuva acumulada foi de 66,4 mm, o que corresponde a 41,4% da média histórica de chuvas para esta localidade que no mês de junho é de 119,2 mm.

    Vale ressaltar que o CPTEC/INPE já havia em seus avisos alertado para a possibilidade das chuvas fortes observadas nas áreas citadas no texto acima.

    Nas últimas horas tem se observado chuva intensa no leste do Estado do PR, com acumulados significativos acima dos 50 mm. Esta condição deverá persistir ao longo desta noite e amanhã (terça-feira). No total, os acumulados deverão ultrapassar os 100 mm. Na terça-feira (05/06) esta condição de chuva intensa, associada a temporais e volumes significativos deverá se estender também para áreas do Litoral Sul de SP.

    Nas demais áreas de SP, norte do PR e grande parte de MS haverá condição de pancada de chuva com forte intensidade, acompanhada de raios e ventos fortes entre esta noite e a terça-feira.

  • Eventos extremos de chuva ainda podem ocorrer no Nordeste

    A previsão climática de consenso para o trimestre de agosto a outubro de 2010 indica maior probabilidade de chuvas acima da média no norte da Região Norte e abaixo da média no sul da Região Sul do Brasil. Nas demais áreas, permanece a previsão de chuvas em torno da média histórica ressaltando-se que o leste do Nordeste deve continuar apresentando grande irregularidade na distribuição temporal e espacial das chuvas, ainda com possibilidade de episódios extremos intercalados por períodos de estiagem. A previsão também aponta uma maior probabilidade de ocorrência de temperaturas superiores à normal climatológica na maior parte do Brasil, com exceção da Região Sul e do extremo norte do país, onde estão sendo previstos valores em torno da normal climatológica. O maior destaque do mês de junho foram as chuvas intensas observadas no setor leste dos Estados de Pernambuco e Alagoas e que resultaram na ocorrência de inundações em vários municípios, com danos materiais e ambientais, perda de vidas e grandes prejuízos econômicos e sociais. De modo geral, estas chuvas concentraram-se no período de 15 a 19 de junho, com destaque para os totais diários registrados no dia 18 nas cidades de Recife-PE (149,7 mm) e Caruaru-PE (136,8 mm). Ressaltam-se, também, os 187,8 mm de chuva verificados em Maceió-AL, no início de junho. Nestas áreas, os totais mensais excederam a média histórica em até 300 mm. As chuvas também superaram à média histórica nos setores central do Maranhão, Piauí e Paraíba, no sudoeste do Ceará, sul do Rio Grande do Norte e em Sergipe. Por outro lado, choveu abaixo da normal climatológica, em até 100 mm na faixa litorânea da Bahia e no nordeste do Rio Grande do Norte. A fase fria do fenômeno El Niño-Oscilação Sul (ENOS) denominado de La Niña continua se desenvolvendo na faixa equatorial do Oceano Pacífico. Os sinais desse fenômeno ainda não estão bem estabelecidos nos campos de vento próximo à superfície e Pressão ao Nível do Mar (PNM), embora se observe a intensificação do sistema de alta pressão semipermanente do Pacífico Sudeste. A maioria dos modelos de previsão climática indica o estabelecimento do fenômeno La Niña no decorrer do trimestre agosto, setembro e outubro de 2010. Na região do Oceano Atlântico Tropical Sul, destacou-se a diminuição das anomalias de Temperatura da Superfície do Mar (TSM) próximo à costa oeste da África e adjacente à costa sudeste da América do Sul, em comparação com maio passado. Informações adicionais sobre as condições oceânicas e atmosféricas globais e a situação da chuva em todo o Brasil podem ser encontradas em http://infoclima1.cptec.inpe.br . A definição dos termos meteorológicos e dos sistemas sinóticos mencionados no texto pode ser encontrada em http://www7.cptec.inpe.br/glossario.